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A imagem mostra uma mulher a segurar a bandeira ucraniana. De acordo com uma nova lei, os refugiados da Ucrânia deixarão de ter direito a prestações sociais na Alemanha. O que é que se sabe até agora?

Proteção da UE para os ucranianos: a prorrogação até 2028 é considerada muito provável

A proteção temporária concedida aos refugiados da Ucrânia poderá ser novamente prorrogada. Segundo a representante especial da UE, Ylva Johansson, a União Europeia está a trabalhar numa solução comum para o período após março de 2027. Ela prevê que a Comissão Europeia venha em breve a propor uma prorrogação até março de 2028. Os Estados-Membros também se mostram, em princípio, dispostos a aceitá-la. Será que se perfila, assim, uma nova prorrogação do estatuto de proteção?
Escrito por:
Revisto por especialistas:
Christin Schneider
Especialista em direito da imigração

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A especialista prevê uma prorrogação até março de 2028

A proteção temporária concedida às pessoas provenientes da Ucrânia está, neste momento, em vigor até 4 de março de 2027. Ainda não foi oficialmente decidido o que acontecerá a partir daí. No entanto, segundo Ylva Johansson, é provável que haja uma nova prorrogação.

Johansson é a representante especial da União Europeia para os ucranianos. Numa entrevista ao podcast «Brussels Calls You», do portal de notícias DW, explicou que a Comissão Europeia irá propor uma prorrogação da proteção por mais um ano. O estatuto de proteção poderá, assim, manter-se até 4 de março de 2028.

Johansson afirmou que já estão a decorrer conversações entre os Estados-Membros sobre uma abordagem comum. A UE está a trabalhar ativamente para encontrar uma solução para o período após março de 2027. Na sua opinião, os Estados-Membros da UE também iriam concordar com a proposta.

Ainda não existe uma proposta oficial da Comissão Europeia. No entanto, Johansson espera que esta seja apresentada «muito em breve». Só será possível tomar uma decisão definitiva quando a Comissão tiver apresentado a sua proposta e os Estados-Membros a tiverem debatido e votado.

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Prorrogação da proteção – mas não para todos?

Johansson parte do princípio de que a proteção temporária será prorrogada por mais um ano. Ao mesmo tempo, porém, explicou que poderá haver «algumas pequenas alterações» às regras atuais.

De acordo com as regras atuais, os refugiados da Ucrânia recebem automaticamente proteção temporária na Alemanha e em todos os outros países da UE. Não têm de passar por um processo de asilo e têm acesso ao mercado de trabalho, às prestações sociais e aos sistemas de saúde e de educação. Na Alemanha, a proteção temporária está abrangida pelo título de residência previsto no § 24 da Lei de Residência (AufenthG).

Na entrevista, Johansson não revelou que alterações à regra atual espera que venham a ser introduzidas. No início de junho, porém, soube-se que vários países da UE, entre os quais a Alemanha, se pronunciaram a favor de restrições à admissão de homens ucranianos.

Está a ser debatida a possibilidade de, no futuro, excluir da proteção temporária os homens com idades compreendidas entre os 23 e os 60 anos. A justificação para tal é que a Ucrânia necessita dos homens em idade de serviço militar para a defesa do país e para o mercado de trabalho.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também deu a entender que a regra atual poderia ser alterada nesse sentido. No entanto, até ao momento, não revelou quaisquer pormenores concretos.

De acordo com as informações mais recentes, a nova regra deverá afetar principalmente os ucranianos que entram pela primeira vez no território da UE. Por outro lado, não deverá haver alterações no estatuto de proteção das pessoas que já se encontram na UE.

Caso os homens recém-chegados com idades compreendidas entre os 23 e os 60 anos sejam excluídos da proteção temporária, terão de apresentar um pedido de asilo regular ou solicitar outro título de residência. O seu direito à proteção seria então analisado individualmente.

A guerra prolongada como motivo para a prorrogação

Johansson referiu a situação que continua a ser incerta na Ucrânia como um motivo importante para a prorrogação prevista. Não se prevê que se chegue a um acordo de paz ou a um cessar-fogo duradouro num futuro próximo.

Na opinião da enviada especial da UE, a UE deve, por isso, esclarecer a situação atempadamente. Muitos ucranianos e ucranianas estão preocupados com o que irá acontecer após o fim do atual período de proteção, em março de 2027. Uma decisão rápida poderia proporcionar mais segurança às pessoas afetadas e facilitar o planeamento do seu futuro.

Em março de 2026, cerca de 4,33 milhões de pessoas na União Europeia beneficiavam de proteção temporária. Mais de 1,1 milhões delas viviam na Alemanha.

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Mudança para outro título de residência

Apesar da prorrogação prevista, Johansson aconselha as pessoas provenientes da Ucrânia a mudarem, a longo prazo, para outro título de residência. Na sua opinião, a proteção temporária não deveria continuar a ser a única base para a residência durante cinco ou seis anos.

As pessoas que já vivem há vários anos num Estado-Membro da UE devem, na medida do possível, passar gradualmente para um título de residência regular. Na Alemanha, por exemplo, poderia ser considerada uma autorização de residência para efeitos de trabalho, formação profissional, estudos ou por motivos familiares.

No entanto, a mudança só é possível se estiverem preenchidos os requisitos para o respetivo título de residência. Os requisitos aplicáveis dependem da finalidade da residência pretendida.

Conclusão: ainda não foi tomada uma decisão oficial

As declarações de Ylva Johansson tornam provável uma prorrogação da proteção temporária até março de 2028. Já estão em curso conversações entre os Estados-Membros da UE e, ao que parece, a Comissão Europeia está a preparar uma proposta nesse sentido.

No entanto, ainda não foi tomada uma decisão definitiva. Também ainda não está claro se a proteção será prorrogada sem alterações ou se serão introduzidas regras especiais para os homens ucranianos que entrem no país pela primeira vez.

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