Quem é afetado pelas restrições – e quem não é
São afetadas principalmente as pessoas que não têm direito legal a um curso de integração, mas que até agora podiam participar voluntariamente, se houvesse vagas disponíveis. Entre elas estão:
- Requerentes de asilo em processo em curso
- Pessoas com autorização de permanência temporária
- Refugiados da Ucrânia com proteção temporária nos termos do § 24 da Lei de Estrangeiros (AufenthG)
- Pessoas com uma autorização de residência humanitária nos termos do § 25, n.º 5, da Lei de Estada (AufenthG), bem como
- Cidadãos e cidadãs da UE.
Esses grupos não deverão receber mais novas autorizações para cursos de integração pelo BAMF em 2026.
A participação só é possível se outra autoridade – como o Serviço de Estrangeiros – o exigir. Ou se o curso for pago integralmente pelo próprio.
Não são afetadas as pessoas com direito legal a um curso de integração. Isso inclui refugiados reconhecidos, pessoas com direito a proteção subsidiária e pessoas com autorização de residência para fins de trabalho. Para esses grupos, os cursos de integração devem continuar acessíveis.
O governo federal alemão parece estar a considerar restringir ainda mais o acesso aos cursos de integração. No futuro, os cursos estarão abertos exclusivamente a pessoas com perspectivas garantidas de permanência no país. O que se sabe até agora – e o que mudaria?
Razões financeiras como causa principal
O BAMF alega que a razão para a suspensão das inscrições é principalmente financeira. Nos últimos anos, o número de participantes e, consequentemente, os custos dos cursos de integração aumentaram significativamente. A medida visa manter os recursos disponíveis e garantir o financiamento dos cursos existentes.
Com essa decisão, o acesso a cursos de integração para muitos imigrantes deverá ser significativamente restringido em 2026, especialmente para aqueles que até agora participavam voluntariamente dos cursos.