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A imagem mostra, de forma simbólica, um grupo de pessoas de origem migrante a frequentar um curso de integração. Conforme noticiado por vários meios de comunicação, o Governo federal está atualmente a ponderar a introdução de novas restrições aos cursos de integração. O que se sabe até ao momento?

O governo parece estar a planear novas restrições aos cursos de integração – O que está por trás disso?

Os cursos de integração na Alemanha estão novamente no centro do debate político. Já no início do ano se soube que, em 2026, muitos migrantes deixarão de poder frequentar cursos de integração voluntários. Agora, o Governo federal parece estar a ponderar novas restrições. Ao mesmo tempo, as críticas vão aumentando: cada vez mais políticos e organizações alertam para as consequências para a integração e exigem a revogação das restrições.
Escrito por:
Revisto por especialistas:
Christin Schneider
Especialista em direito da imigração

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Aparentemente, estão previstos novos cortes nos cursos de integração

Segundo notícias divulgadas por vários meios de comunicação – entre os quais o Westdeutsche Allgemeine Zeitung –, o Governo federal está a ponderar a introdução de restrições adicionais aos cursos de integração. Entre outros aspetos, estão a ser discutidas alterações ao nível de proficiência linguística e à estrutura dos cursos.

Um dos pontos em discussão é o nível de proficiência linguística pretendido. Para os participantes com menor desempenho, o nível pretendido poderia ser reduzido de B1 para A2. No entanto, os prestadores de cursos de integração manifestaram a preocupação de que tal medida pudesse prejudicar as oportunidades no mercado de trabalho. Isto porque, para muitas profissões, espera-se que os candidatos possuam conhecimentos de alemão ao nível B1.

Além disso, parece que estão previstas outras alterações. Fala-se, por exemplo, de fases de autoaprendizagem digital – ou seja, períodos em que os participantes devem aprender online de forma autónoma, sem a presença de um professor. Segundo o jornal WAZ, as aulas dos cursos de alfabetização também poderão ser encurtadas.

Além disso, o teste final «Viver na Alemanha» está a ser posto em causa. Através deste teste, os participantes demonstram os seus conhecimentos sobre a sociedade, a política e os valores na Alemanha. A aprovação num teste de integração pode revelar-se importante mais tarde, por exemplo, para obter uma autorização de residência ou para a naturalização.

Os críticos consideram que estas propostas enfraquecem o sistema atual. Em particular, o curso de orientação, no qual os imigrantes se familiarizam com o sistema social e jurídico da Alemanha, poderá vir a ser restringido.

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Restrições ainda não confirmadas oficialmente

Segundo notícias divulgadas por vários meios de comunicação, estas medidas estão atualmente a ser analisadas por uma comissão responsável pela avaliação dos cursos de integração. No entanto, as medidas ainda não foram oficialmente aprovadas nem confirmadas.

Isto significa que o Governo federal está, aparentemente, a analisar novas alterações aos cursos de integração. No entanto, ainda não é claro se estas serão efetivamente implementadas, nem de que forma.

Retrospetiva: Não haverá cursos de integração voluntários em 2026

Já no início do ano, o Serviço Federal de Migração e Refugiados (BAMF) confirmou que, em 2026, não serão aprovadas, por enquanto, inscrições voluntárias em cursos de integração.

Esta medida diz respeito aos imigrantes que não têm direito legal a frequentar um curso. Entre eles estão:

Até agora, estes grupos podiam frequentemente participar voluntariamente nos cursos, desde que houvesse vagas disponíveis. Atualmente, isso não é possível, uma vez que os pedidos correspondentes já não são aprovados. A participação só é possível se for exigida por uma autoridade ou se o curso for pago pelo próprio.

O Governo federal aponta as medidas de austeridade como principal motivo para estas restrições. O número de participantes nos cursos voluntários aumentou significativamente nos últimos anos, assim como os custos. Esta medida visa uma melhor gestão dos recursos disponíveis.

É importante referir que as pessoas com direito legal a frequentar cursos de integração não são afetadas por esta medida. Entre elas contam-se os refugiados reconhecidos, as pessoas com direito a proteção subsidiária e as pessoas com títulos de residência para efeitos de trabalho. Para estes grupos, os cursos de integração continuam a estar disponíveis.

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Cada vez mais políticos criticam as restrições à integração

A resistência contra as restrições previstas e já implementadas tem vindo a intensificar-se. Os ministros da Integração dos estados federados manifestaram-se de forma particularmente clara numa conferência realizada há poucos dias.

Exigem ao Governo federal que as restrições aos cursos de língua e de integração sejam levantadas e que seja assegurado um financiamento fiável. A língua é a chave para a integração, o emprego e a participação social, afirmam os ministros dos estados federados.

Também as organizações e associações alertam para as consequências. Argumentam que as poupanças nos cursos de integração acabam por gerar custos mais elevados a longo prazo – por exemplo, devido a menores oportunidades no mercado de trabalho. Um bom domínio da língua é fundamental para que os imigrantes possam trabalhar e sustentar-se.

Além disso, a pressão pública está a aumentar: uma petição contra os cortes nos cursos de línguas e de integração já foi assinada por mais de 140 000 pessoas.

Ainda não se sabe como a situação irá evoluir nem se haverá novas restrições. Mas uma coisa é certa: o debate sobre o futuro dos cursos de integração continuará a marcar a Alemanha nas próximas semanas e meses.

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