A imagem mostra, de forma simbólica, uma família de origem migrante. O Bundestag aprovou uma nova lei. A partir de agora, as autoridades de imigração terão de analisar e dar o seu consentimento, em determinados casos, antes de a paternidade ser reconhecida.

Aprovada nova lei: os serviços de imigração têm de autorizar a paternidade em determinados casos

O Bundestag aprovou uma lei que visa impedir, no futuro, o reconhecimento abusivo da paternidade. O objetivo da nova lei é reduzir os casos em que a paternidade é reconhecida apenas com o intuito de obter o direito de residência ou a nacionalidade alemã. Mas o que muda, concretamente, e a quem diz respeito a nova lei?
Escrito por:
Revisto por especialistas:
Christin Schneider
Especialista em direito da imigração

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Em que consiste a nova lei?

Segundo dados do Governo federal, verificam-se repetidamente os chamados casos de «paternidade fictícia». Nesses casos, homens com nacionalidade alemã ou com estatuto de residência garantido reconhecem a paternidade de uma criança estrangeira, apesar de não existir qualquer relação familiar real.

Este reconhecimento pode trazer vantagens em matéria de direito de residência tanto para a criança como para a mãe. A criança pode, sob determinadas condições, obter a nacionalidade alemã ou um direito de residência. Daí pode, por sua vez, decorrer um direito de residência para a mãe.

Por isso, a nova lei estabelece que, em determinados casos, as autoridades responsáveis pelos estrangeiros têm de analisar e dar o seu consentimento antes de a paternidade ser reconhecida. Mas nem todas as famílias são afetadas.

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Quem é afetado - e quem não é?

A nova lei diz respeito, sobretudo, às famílias em que existe entre os pais o chamado «desigualdade em matéria de direito de residência». É o caso quando um dos pais possui a nacionalidade alemã ou uma autorização de estabelecimento, enquanto o outro pai ou mãe tem apenas uma tolerância, uma autorização provisória de residência ou um título de residência precário.

Nesses casos, a autoridade responsável pelos estrangeiros deverá, no futuro, verificar se existe efetivamente uma relação familiar entre o pai e a criança. Só após a aprovação da autoridade é que a paternidade poderá ser reconhecida.

Não são abrangidas as famílias em que a pessoa que reconhece a filiação é o pai biológico da criança. Mesmo que o pai assuma a responsabilidade pela criança (por exemplo, através do pagamento de pensão de alimentos), a autoridade não é obrigada a analisar o caso. O mesmo se aplica se os pais forem casados ou se o homem já for pai de outra criança da mulher.

Segundo o Governo federal, as relações familiares genuínas devem continuar a ser protegidas pela lei.

Quando é que a lei entra em vigor?

O Bundestag já aprovou a lei. Agora, cabe ao Bundesrat analisá-la. A lei entrará em vigor assim que for publicada no Jornal Oficial Federal. Prevê-se que isso aconteça nas próximas semanas.

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